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Hugo Cross entrevistou o 3o lugar do CrossFit Games: Patrick Vellner

Hugo Cross entrevistou o 3o lugar do CrossFit Games: Patrick Vellner

“Que azar, nos vemos ano que vem”. Essa foi a frase que Dave castro falou para Patrick Vellner quando soube que ele havia rompido o bíceps logo no primeiro evento dos Regionais de 2016, a snatch ladder. Isso deixou-o irritado mas ainda assim ele continuou nos regionais e terminou na 3a coloção, se classificando para o seu primeiro CrossFit Games na categoria individual. Sim, apesar de você não saber quem Patrick Vellner era antes disso, ele já havia competido no Games na categoria times. Mas na individual....era sua primeira vez. E foi na primeira vez que conquistou o pódio, com o 3o lugar geral. Não é pouco para um cara que começou no CrossFit em 2013! Para quem acompanha o seu instagram, sabe que ele é grande amigo de Brent Fikowski, seu conterrâneo, quarto lugar no CF Games de 2016, e com quem fez ao vivo o 17.1 logo após o anúncio do Dave Castro, algo que ele considerou uma grande honra! Ele nos concedeu uma entrevista onde ele fala como se prepara para temporada, seu futuro e o que podemos esperar dele! 

Nome: PatrickVellner

Box que treina: Eu atualmente treino na CrossFit Solid em Toronto

Há quanto tempo treina CrossFit:  Este vai ser meu 5º ano treinando CrossFit, eu comecei em 2013.

Benchmark favorito: Eu não gosto muito de benchmarks para ser honesto. Eu acho que se eu tivesse que escolher um seria ou Amanda por ter uma boa mistura de levantamento e ginástico de alto nível, ou talvez Nancy que tem corrida, por que eu não acho que isso é feito o suficiente.

Ponto forte no CrossFit: Eu não acho que eu tenha alguma força específica no CrossFit, mas eu tenho um conjunto bom. Eu tenho um background em ginástica que ajuda, mas eu acho que o que me faz bom é que eu pratiquei muitos esportes então eu sou muito adaptável e aprendo rápido.

Nota do HC:  Amanda é o famoso 9-7-5 de squat snatch 135/95 lbs e MU. Nancy são 5 RFT de 400m de corrida e 10 OHS com 95/65 lbs.

HC: Você praticou uma série de esportes, como rugby e ginástica de alto nível antes de começar o CrossFit. Você acha que esse background de esportes e de competição merecem o crédito pelo crescimento rápido no esporte?

PV: Eu acho que ter feito muitos esportes em alto nível com certeza me ajudou a desenvolver rápido. Ginástica me ajudou a aprender uma série de técnicas rapidamente e de ter muita noção de movimentos corporais, que me ajudou a entender as instruções dos meus coaches. Acho também que ter praticado muitos esportes te torne um atleta mais treinável e que confia na visão do seu treinador. A última coisa é que competir é uma técnica por si só. Na maior parte dos esportes você não tem segunda chance, você precisa aprender a controlar seus nervos e fazer como se deve. Essa sem dúvida é uma técnica muito útil para se ter nos Regionais ou no Games.

HC: Você competiu praticamente os Regionais inteiro com o bíceps rompido. Posteriormente eu vi uma entrevista sua que você disse que o Dave Castro foi até você e disse que esperava vê-lo ano que vem (ou algo assim). Olhando para trás agora, você acha que o risco foi demais? Ou ter sido o 8º colocado no mundo no open ano passado te pressionou para fazer tudo mesmo nessas condições?

PV: Eu não acho que eu arrisquei muito competindo. Eu tive meu braço analisado por um cirurgião ortopédico e estava liberado para competir. Todo staff médico estava ciente da situação e eu tinha que ter a liberação para competir durante o aquecimento antes de cada evento para o restante do fim de semana. Se tivesse um risco sério eles não me deixariam competir. Meu bíceps estava completamente rompido, não ia rasgar mais. Independente de como eu fui no open eu queria mostrar todo trabalho duro que eu fiz no ano. Não haveria mais eventos que colocassem meu braço em risco significativo, então eu decidi competir. Tudo funcionou perfeitamente. Sem arrependimentos.

HC: Agora eu estou ciente que você competiu no CrossFit Games em 2015 como membro de um time. Contudo, você deve concordar que o seu ano de debut como individual foi impressionante! A maior parte das pessoas não sabia quem você era até os regionais (alguns só descobriram de você quando o Games acabou), e você terminou em terceiro!!! Você tinha muita expectativa quanto a isso? Como você lidou, conforme a competição progredia, que de fato você poderia terminar no pódio? Ter competido com o Matt Fraser nos Regionais ajudou a você não ficar tão impressionado com esses atletas de alto nívelna sua primeira ida ao Games?

PV: Eu havia competido e treinado com muitos atletas do Games antes dos CrossFit Games de 2016. Baseado na minha performance nos Regionais e no Open, eu estava confiante que eu poderia ficar entre os top 15 pelo menos. Eu não esperava terminar no pódio, mas eu sabia que eu merecia estar com esses atletas. Eu havia competido o suficiente para saber que não devemos investir muito no leaderboard no início da competição. Eu tentei levar um evento por vez todo o fim de semana. Eu acho que ter competido com o Matt nos Regionais me ajudou sim. Na maior parte dos Regionais eu tentei ficar perto dele, então quando chegamos no Games eu tentei o mesmo, e funcionou muito bem.

HC: Você está estudando para ser um quiroprata. Mas agora você é um dos mais importantes atletas de CrossFit. Como concilia os dois? Qual que é a sua maior prioridade? Além disso, deve ser complicado manter uma rotina de estudos e treino. Pode descrever um dia normal durante a temporada de CrossFit? Quantas horas de treino e por quanto tempo? E quantas horas de estudo...

PV: Eu tenho balanceado treino e faculdade mais ou menos do mesmo jeito que ano passado. Eu não me vejo tendo uma carreira no CrossFit com mais de alguns anos ou ser dono de uma academia no futuro então preciso me preparar de acordo. Equilibrar os dois não é tão ruim, mas eu falto muitas aulas e tento ir nas disciplinas obrigatórias. Esta época do ano eu treino 5 vezes por semana por aproximadamente duas horas. Provavelmente vai aumentar um pouco perto dos regionais. Este ano eu vou para a faculdade por 2 a 3 horas pela manhã e depois treino à tarde e então vou para casa e tento estudar à noite. É basicamente isso todos os dias.

HC: Após o seu primeiro ano como novato no CF Games, você convidado ao lado de Brent Fikowski para fazer ao vivo o primeiro wod do open. Como isso afetou sua performance? Infelizmente, você teve que refaze-lo por causa de umas no reps vistas depois, que adicionaram mais de um minuto ao seu tempo...isso o fez você se pressionar ainda mais na segunda vez? Sobre este assunto, como você planeja cada WOD do open? Você os refaz várias vezes?

PV: Os anúncios do Open são um evento divertido e é ótimo ter um grande atleta como Brent para competir. No anúncio você não tem muito tempo para se preparar e você não monta o equipamento como você gostaria para maximizar o seu score. Geralmente muitos atletas refazem o workout depois, que foi o nosso caso. Eu teria refeito esse WOD de qualquer jeito para mudar algumas coisas na arrumação. Acabou que melhorei meu tempo em 1’40” então valeu a pena. Apenas saber o que esperar ajuda muito. Eu geralmente faço os WODs apenas uma vez e foco nos regionais. Este ano eu também repeti o segundo WOD para tentar vencer mundialmente, mas acabou não acontecendo. Se eu tiver que refazer eu refaço, mas eu tento evitar para não atrapalhar muito meus treinos.

HC: O terceiro lugar aumentou a pressão sobre você esse ano? Ficou mais fácil ou mais difícil para dar tudo que consegue?

PV: Eu acho que eu me pressiono. Eu tenho expectativas altas sobre mim mesmo e tenho objetivos que eu gostaria de alcançar, e claro que você quer dar continuidade a um desempenho forte com sucesso continuado, mas eu tento não deixar isso me afetar muito. Eu não acho que mudou muito para mim. Apenas mostrou que o que eu tenho feito tem funcionado, então somente preciso continuar com assim.

HC: Nós ficamos muito impressionados com você ano passado. O que podemos esperar de Patrick Vellner este ano?

PV: Eu não tenho certeza do que esperar esse ano. Estarei muito ocupado com a faculdade chegando perto dos Regionais, mas eu espero fazer uma aparição em Madison esse ano. O objetivo por agora é começar na última bateria dos Regionais e aí espero colocar um pouco mais de pressão no Matt do que ele teve ano passado. Daí veremos como a temporada vai. Fica mais difícil a cada ano.

 

VERSÃO ORIGINAL EM INGLÊS

 

Which CrossFit affiliate do you train? I currently train at Crossfit Solid Ground in Toronto.

How long have you been training CrossFit? This will be my 5th year training Crossfit, I started in 2013.

What is your favorite Benchmark? I don’t really like benchmarks to be honest. I guess if I had to pick one it would be either Amanda for having a good mix of high skill barbell and gymnastics, or maybe something like Nancy that has running in it, because I don’t think that’s done enough.

What is your strength in CrossFit? I don’t think I have any specific strengths in Crossfit, but I am very well rounded. I have a good  gymnastics background that helps, but I think what makes me good is that I played a lot of sports and so I am very adaptable and learn quickly.

HC: You played a series of sports, like rugby and high level gymnastics before starting CrossFit. Do you credit this competitive and sports background for this fast growth in the sports?

PV: I think that playing a lot of sports at a high level has definitely helped me develop quickly. Gymnastics helped me learn a lot of skills quickly and to be very aware of my body movements which helped me take cues from my coaches. I also think that just playing a lot of sports makes you more coachable as an athlete and trusting in your coaches vision. The last thing is that I think competing is a skill by itself. In most sports you don’t get second chances at a competition, you need to be able to deal with nerves and perform on demand. This is definitely a useful skill to have at the Regional or Games level.

HC: You competed practically the entire regionals with a torn biceps. I later saw an interview that you said that Dave Castro went up to you and said that he would hope to see you next year (or something like that). Looking back now, do you think you risked too much? Or being 8th at the open worldwide pressured you to go for it even in this conditions?

PV: I don’t think that I risked much by competing. I had my arm assessed on site by an orthopaedic surgeon and was cleared to compete. All of the medical staff were aware of the situation and I needed to be cleared to compete during warm up before each event for the rest of the weekend. If there was a serious risk they would not have let me compete. My bicep was fully torn, I wasn’t going to tear it more. Regardless of how I did in the open I wanted to show the hard work I had put in for the year. There were no other events that put my arm at significant risk so I decided to compete. Everything worked out great. No regrets.

HC: I am now aware that you also competed in the CrossFit Games in 2015 as a member of a team. However, you must agree that your debut year as an individual was impressive! Most people didn’t know who you were probably until regionals (some of them only after the games ended), and you ended up in third! Did you have any expectations for that? How did you handled, as the competition progressed, the fact that you could end up in the podium? Did competing with Matt Fraser at the regionals helped to make yourself not to be too impressive to compete with such top level athletes for the first time at the games?

PV: I had compete against and trained with lots of games athletes prior to the 2016 Crossfit Games. Based on that and my Regionals and Open performance I was confident that I could be in the top 15 at least. I didn’t expect to finish on the podium, but I knew that I belonged with those athletes. I’ve competed enough to know not to be too invested in the leaderboard early into a competition, I just tried to take it one event at a time all weekend.I think competing with Mat at the Regionals did help. For most of the Regional I was trying to stay close to him, so when we got to the games I pretty much just did the same thing. It worked out pretty well.

HC: You are studying to become a Chiropractor. But now you are also one of the most important athletes in CrossFit. How do you manage both? Which one do you consider as your major priority? Also, it must be hard to maintain a routine of study and training. Can you try to describe an ordinary day during this CrossFit season time? How many training sessions and for how long? And how many hours of study….

PV: I’m balancing training and school pretty much the same as last year. School is my major priority. I don’t see myself having a career in Crossfit longer than a few years or owning a gym in the future so I need to set myself up accordingly. Balancing isn’t too bad, but I do skip a fair amount of lecture hours and just try to attend my mandatory classes. This time of year I still only train once a day 5 days a week for about two hours. It will probably start to pick up a bit before regionals. This time of year I go to school for about 2 or 3 hours in the morning then train in the afternoon and then go home and try to study at home in the evenings. It’s pretty much just that everyday.

HC: After your rookie year at the CF Games, you were invited alongside Brent Fikowski to perform live the first workout at the open. How does this affect your performance? Unfortunately, you had to redo this workout for no reps that would add almost one minute to your time…did that make you push yourself even harder for the second time? On this matter, how do you plan each open workout? Do you do them multiple times?

PV: The Open Announcements are a fun event and it’s nice to have a great athlete like Brent to compete against. At an announcement you don’t have much time to prepare and you don’t get to set up the equipment how you would like to maximize your score. In general a lot of athletes will redo the workout after, which was the case for us. I don’t think having the penalty made any real difference, I would have redone that workout anyways just to change a few things in the set up. I ended up improving my time by about 1 minute and 40 seconds so it was worth it. Just knowing what to expect is helpful. I usually just try to do the workouts once each and keep my focus on Regionals. This year I also repeated the second workout to try and win it worldwide, but that didn’t pan out. If I have to I’ll redo, but I try to avoid it so I don’t disrupt training too much.

HC: Did the third place last year increased the pressure for your performance this year? Does it makes it harder for you or does it make it easier for you to give all you have?

PV: I think that I put pressure on myself. I have high expectations of myself and have goals that I would like to attain, and obviously you always want to follow up such a strong performance with continued success, but I try not to let it affect me too much. I don’t think it really changes much for me. It just shows that what I have been doing has worked, so I just need to continue with that.

HC: We were pretty impressed with you last year. What to expect from Patrick Vellner this year?

PV: I’m not sure what to expect from this year. I’ll be very busy with school again leading up to Regionals, but I hope to make an appearance in Madison this year. The goal for now is to start in the top heat at Regionals and then hopefully put a little bit more pressure on Mat than he had last year. From there we’ll see where the season goes. It gets harder every year.

O Open acabou! Que venham as Regionais do Crossfit!

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Análise preliminar do 17.5

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