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Os 9 momentos mais marcantes do CrossFit Games 2017

Os 9 momentos mais marcantes do CrossFit Games 2017

Antes mesmo de fazermos uma análise do CrossFit Games e do que achamos, decidimos elencar aqueles momentos que nos marcaram esse ano no Games, bons e ruins! A lista começou pequena e foi crescendo e crescendo, por que realmente esse Games foi impressionante! Para mim, o melhor desde 2014. Independente se você gostou ou não, há alguns momentos que sempre merecerão ser lembrados.

1. Gui Malheiros fazendo um snatch com 291 lbs.

Ele mesmo se assustou quando viu o que fez. Muito acima de seu PR quando entrou para a prova, Gui começou com impressionantes 235 e foi subindo, subindo e subindo e com a marca de 291 lbs, ele conquistou o primeiro lugar na prova e, também, a primeira vez que um atleta brasileiro ganha uma prova no CF Games em qualquer categoria. Claro que sua segunda colocação é marcante e entrará para a história do esporte no Brasil, mas pense que se ele estivesse competindo no individual, ele ficaria em 5º geral, empatando com o bicampeão Mathew Fraser.

2. A final feminina entre Tia-Clair Toomey e Kara Webb

Apenas 6 pontos separavam a primeira colocada, Tia-Clair Toomey, da segunda colocada, Kara Webb. Com uma pontuação bem apertada assim, havia algumas possibilidades para Kara: ganhar de Tia nas primeiras colocações ou ter alguém entre as duas atletas. Isso por que os pontos mudam de 6 em 6 nas primeiras colocações e depois de 4 em 4 e por fim de 2 em 2. Se Kara Webb ficasse nas primeiras colocações e empatasse em pontos com Tia, ela venceria por que tem como critério de desempate o número de vitórias em eventos....e Kara Webb havia ganhado mais eventos. Se tem alguém entre elas, os pontos mudariam de forma que Webb ganharia por pontos. E foi Tia Toomey que começou nos lunges primeiro...mas um no rep no último lunge fez Kara Webb passa-la. Para sorte de Tia e azar e Webb, a diferença de tempo foi tão pouca que ainda assim Tia ficou dois pontos a frente. Como disse Camille LeBlanc Bazinet para Tia antes do pódio....”Você não deveria ter reespirado. Era um lunge de 285 mil dólares.”

3. Desempenho global do Fraser

Meu Deus do céu! O que foi o Fraser nesses Games? Será que há alguém que poderia pará-lo? Ele ganhou com a performance mais dominante da história ficando 216 pontos à frente do segundo colocado, Brent Fikowski. E mais que isso, se ano passado ele já tinha obtido esse resultado ganhando apenas um evento, esse ano ele ganhou 4 eventos. E se deu bem em eventos dos mais variados possíveis: segundo no cyclocross e primeiro no triple G chipper. Esse último foi ainda mais impressionante tendo em vista que ele saiu lá de trás e, de repente, ganhou o evento. Está difícil de ver um competidor entre os que estão aí capaz de tirar o título dele, se tudo em sua saúde permanecer intacta.

4. A volta de Annie Thorisdottir

A primeira Dottir, a primeira islandesa a fazer história no CrossFit Games voltou com tudo esse ano. Aos adeptos mais novos do esporte, os nomes de katrin Davidsdottir e Sara Sigmundsdottir podem soar mais conhecidos. Mas quem vai atrás, pode ver que Annie compete desde o Games de 2009! E foi nesse primeiro Games que ela fez seu primeiro snatch e seu primeiro Muscle Up!!! Que estreia! O que aconteceu depois? Um segundo lugar em 2010 e a consagração como campeã em 2011 e 2012. Um problema na coluna a tirou do Games de 2013. Ela voltou em 2014 conquistando um segundo lugar atrás de Camille LeBlanc Bazinet.  2015 não foi um bom ano para ela, tendo que abandonar o CF Games após o Murph. Quem a viu andar, ou tentar andar, os últimos metros viu que ela estava irreconhecível. Seu 13º lugar no ano passado parecia que ela tinha ficado para trás entre as outras competidoras do sexo feminino. Mas errou quem pensou isso. Eu errei feio ao pensar isso, Ela voltou com tudo esse ano conquistando um 3º e muito merecido lugar nesse CF Games.

5. A final masculina do Strongman’s Fear

Para todos parecia claro que Fraser ganharia mais um evento. Eram os metros finais. Ele puxava o sled e Fikowski carregava o Yoke. Os dois lado a lado. Mas dessa vez, Fikowski foi mais rápido e, com o tempo de 4:13.22,  ele fechou a prova em primeiro lugar ganhando de Fraser que ficou com o tempo de 4:13.31. Sim, mesmo Fraser se jogando no final para tentar chegar em primeiro, marca o chip que cruzou antes. E esse pertencia ao gigante Fikowski, um dos poucos atletas realmente altos que tem sucesso no CF.

6. A final por times do Burpee Litter

Esse ano uma grande surpresa não foi um desempenho ruim da CrossFit Mayheem. Eles foram muito bem nos eventos desse ano. Mas o time da Wasatch CrossFit foi melhor. Ganhando 4 eventos, eles só tiveram dois resultados fora dos top 10, um 11º no Clean and Jerk masculino e um 26º no muscle up snatch masculino. Como curiosidade, vale salientar que Brennan Fjord, membro do time campeão, treinava até o ano passado no Brasil, lá na CrossfitBH mesmo! Mas voltando a essa final.....essa era para ser mais uma vitória da Wasatch CrosssFit. Mas dessa vez Froning conseguiu barrar. Como? Ele, que estava com o chip, quando recebeu toda sua equipe, saiu pulando pelas paredes de feno de forma enlouquecida para chegar na frente. Com o tempo de 14:39.13 eles obtiveram o segundo lugar no evento; enquanto que o time da wasatch CrossFit ficou em terceiro com o tempo de 14:40.15.

7. O desempenho de Josh Bridges

Ele terminou o CrossFit Games esse ano na 30ª colocação geral. Acho que nem o maior dos pessimistas previa que isso pudesse acontecer. Pior ainda, sua única colocação nos Top 10 foi um segundo lugar no Heavy 17.5, ficando atrás apenas de Matt Fraser. O que poderia ter acontecido? Um de seus patrocinadores, a xendurance, publicou um post no instagram falando que Josh Bridges ficou doente nos dois primeiros dias de evento. Isso pode ter explicado muita coisa mesmo. Mas sua frase em seu post recente mostra por que ele ficou determinado a seguir em frente: “Para a comunidade que torce mais alto por você quando você se sente mais por baixo...OBRIGADO.”. Respeitem Josh Bridges e sua história.

8. A despedida de Stacie Tovar

Seu primeiro CrossFit Games foi em 2009 e, desde então, só não conseguiu se classificar em 2014, quando fez parte do time de demonstrações. Stacie Tovar mostrou uma longevidade no esporte pouco vista e competiu sempre com muita garra. Pode não ter tido o mesmo sucesso de outras atletas mas, ano após ano....conforme mais atletas surgiam e cada vez mais novas, Stacie Tovar estava lá. Mas esse foi seu último Games. E, ao final da última prova, ela foi ovacionada pelo coliseu inteiro e deixou lá, no degrau de chegada, o seu nano. Foi uma cena emocionante de uma grande atleta sem dúvida que será sempre lembrada.

9. A queda de Noah Olsen

Eu me lembro que quando eu escrevi sobre o individual masculino eu falei que Noah Olsen sempre entra como um dos favoritos, mas sempre comete uma besteira que o tira do pódio. Esse ano não foi diferente, infelizmente. E a queda não foi apenas no leaderboard, mas também literal, quando ele não conseguiu se segurar na corda.  E com um 38º lugar na penúltima prova, ele viu suas chances de pódio despencar junto com ele. Uma pena para um atleta que estava tendo seu melhor Games até então. Prova disso é que, ainda assim, com a 5ª colocação geral, ele obteve o seu melhor resultado desde que estreou em 2014.

Tamanho importa?

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Os Brasileiros no CrossFit Games 2017

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