O Leaderboard depois do CrossFit Open  18.1

O Leaderboard depois do CrossFit Open 18.1

Vocês conhecem aquela expressão: o jogo só acaba quando termina? Ela é muito verdadeira nesse momento do Open onde apenas 1 WOD foi liberado até o momento. Ou seja, vai mudar muito ainda. Ainda mais que foi um tipo de WOD que não distingue muito os participantes. Não tinha uma carga absurdamente pesada. Nem um elemento técnico muito complicado. Era um treino de endurance. Como me disse um participante do TCB de 2017: não difere os homens dos meninos (tudo bem que eu me consideraria um bebê por essa definição). Mas quem disse que a gente se aguenta de não praticar o mais importante de todos os esportes durantre o Open: leaderboarding?

Leaderboarding nada mais é do que ficar fuçando o leaderboard e ver os scores lançados por todos até o presente momento.

Vamos começar com o o local, os brasileiros na região sul americana. São 25 que serão classificados nessa região.

Masculino: Quem lidera o leaderboard são dois argentinos por enquanto. O primeiro brasileiro seria Eder Costa da CrossFit Gurkha em 3o . O Chileno Marcelo Bruno, 13o no mundo no Open ano passado ficou em 4o. Entre os 25, ainda temos Pablo Chalfun, Gui Domingues (esses dois que estavam nos regionais ano passado), André Sanches, Leonardo Veras, Renan Azevedo, Flávio Henrique, Bruno Iria, Gabriel Morbini e Reginaldo Silva. Notadamente fora dessa lista estão outros que competiram nos regionais ano passado na categoria individual: Gilson Duarte e Anderon Primo (empatados na 66a posição) e Artur Machado que não está competindo esse ano. Vale lembrar que ano passado Anderon foi o brasileiro mais bem posicionado nos regionais. Gui Malheiros, que brilhou ano passado no segundo lugar na categoria teen 16-17 anos no Games, está atualmente na 160a posição.

Feminino: Quem lidera o leaderboard feminino é a Argentina Jen Reyes que foi para os Games ano passado com o time da BIGG CrossFit. Já na segunda colocação temos a brasileira Renata Pimentel, também da CrossFit Gurkha. Anita Pravatti, da CrossFit Pravatti, a brasileira mais bem posicionada nos Regionais ano passado ficou em 5o. Completam as brasileiras entre as 25 primeiras posições da América do Sul: Tatá Rebane, Vivian Aiello, Nathália Mencari, Marina Ramos Jorge, Camille Figueiredo, Andreia Pinheiro, Thatianne Freitas, Rosana Prado, Marina Hohman e Talita Araújo. Notadamente fora das 25 estão as outras atletas que ano passado estavam entre as 10 melhores da américa latina e foram para os regionais na categoria individual: Karime Ferrari se encontra na 25a colocação empatada, Antonelli Nicole está na 30a posição e Chris Scmidt na 59a posição.

Isso não significa certeza de particpação para ninguém que está entre os 25 nem que alguém está fora da jogada. Vamos com calma. Para vocês terem uma noção, Tia Clair-Toomey, a mulher que ganhou o CF Games ano passado está na 33a posição na região da Australasia e estaria de fora até dos regionais. Com 377 reps, ela ocupa a 402a posição no mundo. Esses atletas já treinam para os Games e/ou Regionais. Mas claro...com o nível aumentando a cada dia que passa, é hora deles se preocuparem mais com seus scores no Open para pelo menos se classificarem.

Mas que tal fuçarmos o leaderboard mundial por enquanto também? Mesmo despois desse parêntese gigante feito....

Masculino: Tivemos uma grande surpresa ao vermos nomes desconhecidos liderando a disputa nesse primeiro WOD. Por enquanto, quem lidera o leaderboard é Nicolai Duus, com 487 reps. O atual campeão do CF Games, Mathew Fraser, está em 4 empatado com Patrick Vellner (e mais um monte de gente) com 476 reps. Ainda temos alguns nomes conhecidos entre os 40 primeiros. Um deles é Alex Vigneault, veterano de Games e que teve que abandonar os Regionais ano passado antes do seu início por causa de uma lesão no peitoral, que discutimo já num artigo. Impressiona o número de atletas com scores muito próximos nesse WOD e empates. Não sei por que não teve tie break para diferenciar mais. Para vocês terem uma noção como toda rep fazia diferença, Rich Froning está na 186a posição no mundo.

Na região mais competitiva de todas, a Central East, chama atenção pela quantidade de atletas masculinos, ex competidores de Games, que estariam de fora hoje dos Regionais. Entre eles: Alex Anderson, Scott Panchik e Dan Bailey. Na West Coast, que manda 35 atletas para os regionais, Garret Fisher (em 43o ) e Cody Anderson (em 81o ), que foram ao Games ano passado, também nem entrariam nos Regionais.

Vale salientar que Lucas Parker, um dos veteranos do Games e favoritos dos fãs, decidiu nem participar do Open esse ano. Ele que não obteve uma vaga para os Games ano passado nos regionais, decidiu ficar de fora e se preparar por dois anos para o games de 2019. Acha que isso será uma tendência, um tempo mais longo de preparação entre temporadas, do mesmo jeito que se preparam atletas olímpicos.

Feminino: O leaderboard feminino já é mais facilmente reconhecido. Sam Briggs decidiu refazer o 18.1 após o sucesso que teve no brasil e aumentou em muito seu score e obteve um resultado final de 452 reps. Isso dá 24 reps a mais que a segunda colocada Annie Thorisdottir, que depois de 2 Games mais fracos em 2015 (onde se retirou após o Murph) e 2016, voltou com tudo e foi ao pódio em 2017 no terceiro lugar. A bicampeã de 2011 e 2012, e segunda colocada de 2014, parece ter voltado de vez aos seus tempos áureos. Além de vários nomes conhecidos e desconhecidos me surpreendeu ver ali Camille Le Blanc Bazinet, campeã do Games de 2014. Ela que abandonou o Games ano passado por causa de uma lesão no ombro e passou por cirurgias e reabilitação, se superou e fez 406 reps, ficando na 38a posição global.

Mas aqui também surpreende por algumas atletas que estariam de fora dos regionais e são veteranas nos Games, como Kristi Eramo e Thuridur Helgadottir, da Europa Central e Europa Norte, respectivamente. A volta de Sara Sigmundsdottir para a região européia ainda vai deixar essa corrida mais acirrada nos regionais. Na West Coast, Regan Huckaby, Lindsey Valenzuela e Carly Fuhrer também estão de fora dos regionais no momento. Assim como estaria Lauren Fisher se ela não tivesse trocado a CrossFit Invictus na West Coast por Dubai, competindo na região de África e Oriente Médio pela CrossFit Alioth.

O jogo só acaba quando termina”. Vamos ver o que as próximas semanas nos aguardam com mais 4 WODs.

Ps: como o escritor desse texto quebrou o dedo e está fora do Open ele solicita encarecidamente a todos que estão participando: deem o seu melhor, mas façam da maneira correta e justa. Pior que não poder fazer, como é meu caso, é fazer errado e se vangloriar!

Cuidados na validação do 18.2 (CrossFit Open)

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O que esperar do 18.2 (CrossFit Open Games)

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