Ela foi a 1a colocada no Open South America: conheça Renata Pimentel

Ela foi a 1a colocada no Open South America: conheça Renata Pimentel

Ela conseguiu um feito raro: se classificou para os regionais no individual feminino, por times e para o online qualifiers na categoria Master 35-39 anos. Renata Pimentel (@renatappimentel) ainda ficou em primeiro lugar geral no Open South America. O mais impressionante nisso tudo? Que ela conquistou tudo isso dividindo o tempo de treino dela com o tempo de defensora pública no Ceará. O HugoCross falou com a atleta e que nos contou não apenas como atacou os WODs do Open mas também onde está o foco dela nesse ano de 2018 que já começou espetacular para Renata Pimentel:

Nome: Renata Pimentel
Box: CrossFit Gurkha
Tempo que treina: 4 anos
Benchmark favorito: Grace
Ponto forte no CrossFit: Barbell
Ponto fraco no CrossFit: Suspensões

HC: Você lutava Jiu-Jitsu desde criança, tendo ganhado vários títulos ao longo dos anos. Como foi que descobriu o CrossFit? Quando que você percebeu que poderia ser uma atleta competitiva e qual o papel do seu marido e treinador, Éder Costa, nessa mudança?

RP: Descobri o CrossFit a convite do Éder, que me convidou para treinar com ele e na época nem namorávamos. Desde os primeiros dias de treino [ela percebeu que poderia ser competitiva]. Na verdade eu nasci com espírito  competitivo e o CrossFit se encaixou perfeitamente. Eu aprendi muito rápido os movimentos e isso me deu uma boa empolgação.

HC: As grandes atletas de CrossFit mundiais praticamente se dedicam apenas a isso. Ou apenas a isso, ou trabalham como coaches/donas de boxes também. Mas além de atleta, você é defensora pública. Isso traz uma complicação a mais? Você chega a programar suas férias para perto de open/regionais?

RP: Sim, sou defensora pública há 10 anos e já aprendi a conviver com o trabalho e o esporte ao longo dos anos, desde a época do BJJ. Toda vez que vou competir preciso solicitar férias do trabalho e por isso tenho que me programar com antecedência. Faz muito tempo que não sei o que é tirar férias para descansar.

HC: Parabéns por ter ganhado o Open no South Regional. Como foi a preparação de cada WOD? Refez muitas vezes os WODs do Open? Qual considerou pior? Acha que isso te traz uma pressão/expectativa maior?

RP: Muito Obrigada! A preparação para esse Open 2018 na verdade começou após o Regional de 2017. nunca havia focado meus treinos para o calendário internacional, pois ano passado eu me classifiquei meio que de surpresa. 

Mas sobre o Open em si, em virtude de eu saber que existe uma grande possibilidade de eu me classificar pro master 35-39, eu tratei o Open de uma forma diferenciada. Inicialmente eu observei todos do box fazer os WODs, filmei e estudei muita coisa antes de fazer cada um para errar o menos possível, mas mesmo assim ainda tive que repetir diversas vezes cada WOD, pois cada pontinho iria fazer diferença no quadro final. O pior de todos eu considerei o 18.1, pois era um WOD longo e era o primeiro de todos, onde a ansiedade do Open estava toda concentrada.

Sobre a pressão, de início eu me assustei um pouco, mas agora estou bastante empolgada com tudo e espero corresponder às expectativas.

HC: Você tem três alternativas para ir ao Games e duas chances. Individual Feminino, Times com o Team Gurkha e Master categoria 35-39. Eu estou chutando que você vai dar tudo para o individual feminino (não podendo ai competir por times). Estou certo? Ao mesmo tempo, o 5o lugar mundial na categoria 35-39 praticamente te garante uma vaga no Games. Como está se preparando para regionals, online qualifier e provavelmente um Games?

RP: Sobre o time, desde início eu topei entrar para dar uma empolgada na galera, assim como o Éder, mas já havíamos combinado que iríamos individual.

Eu estou muito focada em representar o meu país, meu estado (Ceará) e meu Box (Gurkha) no CrossFit games Master, por que sei que as chances são bem reais, mas quanto a disputa da única vaga no regional Latin America, aí já sei que a briga vai ser grande! Muitas meninas feras, mas se eu conseguir aí então pensarei no que fazer!

HC: No seu primeiro Regionals ano passado você ficou na íncrivel 20a colocação. Nada mal para uma estréia! Acha que os regionais no Brasil vai te dar uma outra vantagem com a torcida de casa?

RP: O South Regional tinha outra formação e meninas americanas muito fortes. dentre as latinas fiquei em 3o lugar e isso me abriu os olhos para saber que eu tenho potencial! kkkkk Fiquei bem surpresa!

Sobre os regionais no Brasil, Ahhh, eu não curto muito a pressão não sabe....mas acho que vai ser emocionante!

HC: Seu marido Éder Costa também se classificou para os regionais no individual masculino. Como vocês estão enfrentando isso como casal? Animados? Há uma certa competitividade entre vocês? Vocês treinam juntos sempre?

RP: Ano passado ele levou o Open na brincadeira por que achava que não era a hora, mas quando viu meus resultados ele viu que era possível! É uma maravilha ter ele treinando comigo, pois grande parte do dia passamos juntos....e abdicamos de muitas coisas juntos....seria bem difícil manter essa rotina com alguém que não fosse do meio. A pior parte não é ter ele como "parceiro de treino", mas sim como coach...aí é onde aparecem algumas discussões! Na maioria das vezes treinamos juntos, ou treinamos parte do dia juntos e sobre a competitividade...Ahhhh sempre minha em relação a ele né....kkkkkk ele é muito de boa!

HC: Num esporte dominado praticamente por mulheres na faixa de 20 e poucos anos, qual o segredo do sucesso para ser master e tão competitiva na categoria principal?

RP:  Eu acho que grande parte disso é você se sentir competitiva e não canalizar que existe uma diferença! Na verdade se eu disser que eu sinto o peso da idade hoje no meu dia a dia eu vou estar mentindo....mas a única coisa que tenho consciência é que as meninas mais novas possuem uma recuperação melhor que a minha de um dia para o outro e isso é a única coisa que pode me prejudicar diante de uma competição de vários dias..

HC: O que podemos esperar de Renata Pimentel esse ano e nos anos futuros?

RP: Eu sempre gostei de me colocar objetivos palpáveis....coisas que eu possa de fato conseguir...então vou estabelecendo metas curtas....esse ano quero muito estar no Games....e tentar a melhor classificação possível por lá, depois eu vou sentar e ver qual o próximo!

Correndo pela vaga no CrossFit Games: Categoria de Idade

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Quer acompanhar os brasileiros que se classificaram para os regionais?

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