Não há espaço para homofobia no CrossFit

Não há espaço para homofobia no CrossFit

Homofobia é crime e as pessoas precisam saber disso. Desde a decisão do Supremo Tribunal Federal que igualou os crimes de homofobia aos de racismo. Logo, algumas pessoas deveriam tomar um pouco mais de cuidado com o que falam, principalmente quem tem um microfone na mão.

Num evento realizado neste final de semana no estado do Rio de Janeiro, nos foi relatado que uma das narradoras do evento teria, durante o mesmo e por diversas vezes, feito comentários homofóbicos, usando termos pejorativos. Por exemplo, chamando os homens de “viadinhos” e outras frases que não nos convém aqui repetir, mas que teriam deixado muitos espectadores constrangidos a ponto de entrarem contato conosco para comunicar tal fato. Não estávamos presentes, e não podemos afirmar categoricamente tudo que foi dito, até porque se estivéssemos, provavelmente teríamos nos dirigido à organização do evento. Assim, não citaremos os nomes do evento ou da narradora que teria proferido palavras que podem ser consideradas homofóbicas. No entanto, acredito que caibam aqui comentários de forma geral a respeito de uma história lamentável como esta:

Em um esporte tão inclusivo, que teve na semana passada um dos seus atletas mais famosos se assumindo homossexual (Alec Smith), beira o absurdo esse tipo de postura se de fato ocorreu. Tanto da narradora quanto da organização, que não agiu para pedir desculpas ou coibir esses comentários (tendo em vista que eles continuaram por todo fim de semana). Não há lugar para homofobia no CrossFit ou em qualquer outro lugar.

A função de um narrador é de informar o que acontece dentro da arena para o público, motivar os atletas e trazer a torcida para o evento. Infelizmente, é comum ver narradores menosprezar atletas de categoria como scale, o que é um absurdo. Esse não é e não pode ser o papel de um narrador. Mas menosprezar alguém por ser ser homossexual, além de tudo, pode caracterizar crime. Assim, fica o recado para os próximos eventos na seleção de seus narradores. Pode parecer bom aquele que se oferece para fazer de graça, mas às vezes o barato pode sair caro e ainda manchar um evento tão bacana.

Esperamos que tenha sido um mal entendido, pois não dá para conceber nos dias atuais atitudes desta natureza. Isso não é engraçado e não é piada. Mas, se realmente ocorreu, esperamos que nunca mais aconteça, e que todos tenham aprendido a lição.

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