O CREF/SP se pronuncia sobre Plano São Paulo

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O governo de São Paulo recentemente mostrou o seu plano de reabertura em fases que iniciará a partir de 01 de Junho. Academias e centros esportivos só estariam liberados na fase 4, o que seria daqui a 14 ou 28 ou 42 dias depedendo da classificação da região do estado que você se encontra.

Baseado nisso, o conselho regional de educação física do estado de São Paulo emitiu uma nota de repúdio sobre a demora para essa liberação. Na nota, eles lembram que o Ministério da Saúde classifica o profissional de educação física como profissional da área de saúde, tendo inclusive sido convocados para treinamentos para ações de enfrentamente da COVID-19.

O CREF/SP tem mais de 140.000 profissionais registrados. São 140.000 profissionais impossibilitados de exercer sua profissão. Citando explicitamente a nota:

“É cientificamente comprovado e sumariamente ignorado pelo Governo do Estado de São Paulo que a atividade física melhora a resposta imunológica do corpo, além de contribuir para o controle do IMC, fator de risco para o COVID-19. A atividade física orientada por Profissional de Educação Física registrado no CREF4/SP, tem papel fundamental na promoção da saúde física e mental e na recuperação dos pacientes do COVID-19, doença do trato respiratório, cuja atividade física bem orientada tem papel fundamental no reestabelecimento do indivíduo.”

O CREF/SP defende a abertura de academias e centros esposrtivos domesmo jeito que outras profissões relacionada à saúde estão funcionando e chegou a elaborar um manual técnico com procedimentos para reabertura de academias contendo recomendações científicas para o funcionamento seguro das mesmas.

Veja a seguir a nota completa:

Nota de Repúdio

O Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região – CREF4/SP, Autarquia Federal constituída na forma da Lei nº 9.696/98, vem apresentar NOTA DE REPÚDIO, ao Plano São Paulo, divulgado pelo Governo do Estado de São Paulo.

Com base na ciência e na medicina, o Ministério da Saúde desde 1997, através da Portaria nº 218/1997, reconhece o Profissional de Educação Física como PROFISSIONAL DE SAÚDE.

Novamente com base na ciência e na medicina, o Ministério da Saúde através da Portaria nº 639/2020, convocou e capacitou os Profissionais de Educação Física, juntamente com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, cirurgiões dentistas etc., para as ações de enfrentamento do COVID-19.

De forma absolutamente contraditória, sem base na saúde e na medicina o Governo do Estado de São Paulo, ao lançar seu confuso plano de reabertura da economia, postergou a abertura das academias, estúdios e escolas desportivas para a última fase, inacreditavelmente, depois de bares e restaurantes e salões de beleza, só para citar alguns exemplos, em absoluto desprestígio aos bacharéis em Educação Física.

Nas escolas de ciclo regular o Governo do Estado de São Paulo sequer foi capaz de estabelecer uma data para o retorno das atividades educacionais, em absoluto prejuízo a classe docente e discente. Milhares de licenciados que atuam no setor privado estão com seus contratos de trabalhos suspensos, sem perspectiva.

O Plano São Paulo conseguiu a façanha de relegar ao ostracismo toda a Educação Física, os mais de 140.000 Profissionais de Educação Física registrados no estado de São Paulo, licenciados ou bacharéis, ignorando que a Educação Física PROMOVE SAÚDE E BEM-ESTAR.

É cientificamente comprovado e sumariamente ignorado pelo Governo do Estado de São Paulo que a atividade física melhora a resposta imunológica do corpo, além de contribuir para o controle do IMC, fator de risco para o COVID-19. A atividade física orientada por Profissional de Educação Física registrado no CREF4/SP, tem papel fundamental na promoção da saúde física e mental e na recuperação dos pacientes do COVID-19, doença do trato respiratório, cuja atividade física bem orientada tem papel fundamental no reestabelecimento do indivíduo.

Sem qualquer amparo na ciência os Profissionais de Educação Física do Estado de São Paulo, estão sendo impedidos pelo Governo de Estado de São Paulo de exercer seu ofício e de PROMOVER SAÚDE.

Ao que parece o Governo do Estado de São Paulo quer promover o medo através da doença, proibindo o Profissional de Educação Física de realizar seu ofício, dificultando a recuperação dos infectados, afinal nenhuma razão lógica ou científica recomenda o retorno de outras atividades sem vínculo com a promoção da saúde, e relegando a Educação Física para o último momento, como se fosse uma atividade sem nenhuma relevância.

O CREF4/SP defende o funcionamento das academias, estúdios e escolas desportivas, nos moldes em que estão operando os outros equipamentos de saúde, como clínicas médicas, odontológicas, fisioterápicas, veterinárias, farmácias, óticas e etc., obviamente adotando as medidas de prevenção recomendadas pela OMS, como o controle da quantidade de pessoas por metro quadrado, controle de acesso com medição da temperatura corporal, respeito ao espaçamento mínimo entre os alunos, higienização constante dos aparelhos, distribuição de álcool em gel, uso obrigatórios de EPIs, como máscaras e luvas.

Por essa razão, após ouvir Mestres e Doutores em Educação Física, renomados nacionalmente e internacionalmente, o CREF4/SP elaborou manual técnico com procedimentos para reabertura de academias contendo recomendações científicas para o funcionamento seguro das mesmas. Lamentavelmente esse material científico foi ignorado pelo Governo do Estado de São Paulo.

Nosso repúdio ao Governo do Estado de São Paulo, que não utilizou com a Educação Física os critérios científicos alardeados. O Plano São Paulo é um duríssimo golpe na sociedade, que ficará desassistida da atividade física orientada, essencial na resposta imunológica, tão importante para evitar a contaminação e causará ao Profissional de Educação Física o colapso da profissão, com milhares de desempregados. Prevaleceu o medo, a insensatez e a impossibilidade de o cidadão exercer seu livre arbítrio para realizar ou não atividade física.

Sem demérito as importantes atividades de bares e salões de beleza, não encontramos na ciência e na medicina qualquer respaldo para que essas atividades, sem vínculo com a saúde, sejam reabertas antes da Educação Física, demonstrando assim parâmetros políticos e não científicos na construção do Plano São Paulo.

Continuaremos fortes lutando por saúde e bem-estar da sociedade e do Profissional de Educação Física, em que pese as decisões descabidas dos nossos governantes.

Fonte: https://bit.ly/3dewjWf