Ele se classificou pela segunda vez seguida aos CrossFit Games e finalmente estará lá esse ano: conheça Miguel Buzza Roo

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Comecei essa entrevista chamando Miguel Buzza Roo (@miguel_mroo) de azarado. E isso tem um porquê. Aos 14 anos, animado para fazer o Open, ele descobriu que diminuíram de 20 para 10 o número de atletas teens. Ele ficou na 18a colocação. Em 2019, com 15 anos, ele foi o segundo atleta brasileiro a se classificar na categoria teens 14-15 anos (Thiago Félix foi o primeiro, em 2016, mas teve seu visto negado e não disputou). Mas aí veio a pandemia e ele acabou não indo. Mas finalmente, aos 16 anos de idade, Miguel vai realizar o seu sonho de disputar os CrossFit Games. Ele ainda conta com um pequeno patrocínio do HugoCross já que sua mãe, Débora Roo (@deb_mroo), vai como mídia para o HC obtendo imagens exclusivas diretamente de Madison das categorias teens e masters. Ele é treinado por ninguém menos que Tiago Lopes (@tiago_lopes_cfsp), ele mesmo um ex-atleta games na categoria Master. Conheça então um pouco da história de Miguel Buzza Roo:

Nome: Miguel Buzza Roo
Qual afiliada você treina? Kronos Crossfit
Há quanto tempo você treina o CrossFit? Treino crossfit há 6 anos, mas treino para competir há uns 3 anos
Qual é o seu benchmark favorito? Amanda
Qual é o seu ponto forte no CrossFit? Movimentos ginásticos
Qual é o seu ponto fraco no CrossFit? Deadlift
Quais são os 3 devem carregar objetos em sua mala de ginástica? Grip, munhequeira e joelheira
Qual o seu PR de snatch? 105kg
Qual o seu PR de Clean and jerk? 130kg
Qual o seu background esportivo? Nenhum, comecei no crossfit aos 10 anos

HC: Miguel, eu posso dizer que você é um cara azarado. Quando decidiu que ia tentar o Games aos 14 anos você ficou em 18º no após o Age Group Online Qualifier. Mas naquele ano tinha reduzido de 20 para 10 atletas. Aí ano passado você se classificou em 4º e veio a COVID-19. Mas esse ano você finalmente conseguiu ir aos 16 anos. Me explica, agora, qual a sensação de finalmente poder realizar esse sonho?

Parece que em 2021 a sorte resolveu aparecer para mim, está sendo uma experiência incrível, é uma sensação de gratidão e recompensa por tudo que fiz, e estou fazendo para chegar até aqui.

HC: Qual o papel da sua família nessa sua conquista? Vocês de fato são muito unidos.

Minha família é a base de tudo na minha vida, eles sempre me inspiram, comemoram e quando necessário puxam minha orelha, de fato somos muito unidos. É uma pena que meu pai e minha irmã não poderão estar comigo no games presencialmente, mas tenho certeza que estão torcendo muito por mim.

HC: Você é treinado pelo Tiago Lopes, ele mesmo um ex-atleta Games na categoria master. Como foi que ele se tornou seu coach e como é a relação de vocês?

Conheci o Tiago nas seletivas TCB de 2019, eu estava sem coach e sempre ouvi falarem muito bem de seu trabalho, quando conversamos pela primeira vez, falei de meus sonhos e objetivos no crossfit, e de cara ele abraçou esse projeto de chegar ao Crossfit Games comigo, desde então o trabalho tem sido árduo, por ele morar em São Paulo e eu em Campinas nossa relação é a distância, nos encontramos aproximadamente a cada 15 dias mas diariamente estamos em contato. Hoje além de ser meu coach, Tiago Lopes também é headcoach do meu box, o que fortaleceu ainda mais nossa relação.

HC: Você já disputou o Granite Games e o Southfit Challenge quando era mais novo. Essa não será sua primeira experiência internacional. Mas são os primeiros Games. Quais são as suas expectativas?

Vou usar toda experiência que acumulei ao longo dos últimos anos, e por mais que eu esteja apenas no início da minha trajetória, espero representar meu país, minha família, meu box e amigos, vou dar meu melhor em todas as provas e meu objetivo é levar uma medalha para casa, quero estar por muitos anos entre os melhores do mundo no crossfit.

HC: Qual seria o seu workout dos sonhos? E qual seria seu pior pesadelo?

Eu gostaria de um wod com muitos ginásticos, como bar muscle up, ring muscle up, handstand walk e Rose climb. Uma prova que eu detestaria seria rm de deadlift.

HC: Esse não é o seu último ano na categoria teens. Podemos esperar mais de Miguel ano que vem?

Claro, acredito que mesmo esse ano tenho capacidade de subir ao pódio, e que por tanto ao longo do tempo estarei cada vez melhor e mais capacitado, logo, podem esperar, que eu não vou sumir tão cedo.

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