Em conferência de imprensa, CrossFit oficializa Mallory O’Brien e Saxon Panchik como vencedores do Open 2022 respondem perguntas

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Com o leaderboard prestes a ser finalizado, com as últimas punições podendo ser dadas até 18/03 às 17 horas (horário do Pacífico), a CrossFit realizou uma conferência de imprensa – na qual fomos convidados – com Justin Bergh, o gerente geral de esporte da CrossFit, o Adrian Bozman, direção de competição e os vencedores Mal O’Brien e Saxon Panchik.

A conferência começou com Justin Bergh já anunciando que essa será a primeira de uma série de conferências que eles farão ao final de cada etapa. Isso é ótimo pois há sempre muitas perguntas a serem feitas não apenas para conhecer melhor os atletas mas para entender melhor o processo.

O nosso próprio @sergiodsan participou do evento e fez duas perguntas, uma para a Mallory O’Brien e outra para o Justin Bergh. Aqui, ele retrata melhor alguns dos assuntos tratados de forma geral.

Sobre o Open

  • O anúncio do 22.3 foi considerado exemplo a ser seguido. Incluindo pelo fato de ter envolvido mais atletas e a comunidade, com um afiliado e seus atletas fazendo o workout.
  • No próximo ano eles pretendem viajar mais, incorporar ainda mais atletas ao anúncio e fazer pelo menos um fora dos EUA.
  • A programação de cada etapa foi pensada de acordo com o público que fará cada etapa. Por isso o Open foi mais inclusivo e mais limitado mas não deixou de ser um bom teste, de acordo com JB e Bozman. Além disso, foi pensado pela quantidade de pessoas que fazem o workout e por ser dentro das afiliadas.
  • As quartas já serão pensadas de forma diferente do Open, pois o público muda.
  • Não foi incluído um RM ou complex por que o teste pensado foi considerado bom o suficiente para selecionar para a próxima etapa. Mas isso não significa que eles não ocorrerá mais no Open. Nunca saberemos…
  • Quando indagado pela aparente falta de padrão em alguns vídeos (em especial do DL), Bozman falou que eles tentam fixar um parâmetro que seja facilmente aplicado em qualquer lugar, já que é algo muito descentralizado. Mas se o vídeo chegou a ser analisado pela equipe o critério tende a ser mais rigoroso.
  • Bozman comentou ainda que a equipe aprendeu muito nas quartas e semi-finais ano passado na hora de avaliar e julgar uma quantidade enorme de vídeos e que tudo tende a melhorar sempre conforme aprendem mais sobre o sitema.
  • Apesar de ainda estar longe da meta de 500 K de participantes do Rosa, Justin Bergh falou que o foco dele é manter o Open sempre com crescimento constante. Notou que houve um grande crescimento na Europa não apenas de inscritos mas de eventos licenciados e na qualidade dos atletas.
  • A decisão dos 5 times argentinos é final e não haverá mudança nisso.
  • Quando indaguei se pretendem incentivar mais a participação de times nos continentes onde poucos estão inscritos, Justin respondeu que não. Contudo ele concordou comigo que acredita haver uma falta de comunicação da CF com a comunidade e que por isso a temporada e o Livro de Regras sairão mais cedo que nunca. E ele pediu que quaisquer dúvidas que os atletas tenham, eles devem mandar para [email protected] para evitar que situações como a desse ano aconteçam.

Mallory O’Brien e Saxon Panchik

Poucas perguntas foram feitas aos dois. A maior parte foi endereçada aos organizadores. Mas basicamente temos:

  • Quando perguntei se mudou alguma coisa agora que Mal O’Brien estava sendo treinada por Mat Fraser, ela me respondeu que sim. Ano passado ela treinou muito forte e o objetivo era ir muito bem no Open. Esse ano não, ganhar o Open apenas aconteceu. Em seu treino ela estava focada em voltar ao básico e reaprender muita coisa e trabalhar fraquezas.
  • Numa pergunta subsequente, para especificar o que significava voltar ao básico, ela falou que antes ela fazia muita coisa mas com pouca qualidade. E que Fraser e ela trabalharam mais qualidade ao invés de quantidade para focar na longevidade dentro do esporte.
  • Ela também respondeu que não tem grandes expectativas sobre a temporada 2022 e que apenas está indo um dia após o outro.
  • Mallory também falou que prefere treinar sozinha, mas que ter feito o Open numa afiliada foi incrível por que nessas horas ela prefere a torcida e a comunidade vibrando com ela.
  • Quando indagado se ele sabia que iria refazer o 22.2 (ele fez a primeira vez no ao vivo), Saxon disse que executou exatamente como planejou. Mas que sobrou gás no final e ele queria refazer. Conversou com o coach e que o coach topou e aí sim ele achou que deu tudo que tinha.
  • Panchik também foi lembrado que ele pode se vangloriar na família por ser o único entre os irmãos a ter ganhado o Open. Ele se mostrou bem feliz com isso por que ele lembra que quando começou, se espelhava nas mulheres pela carga que elas faziam e ele fazia. E hoje ter evoluído e disputar os Games e ainda vencer o Open foi algo que ele considera incrível.

Roman Khrenikov

A situação do russo foi levanta na conferência de imprensa. Para quem não sabe, ele já se classificou várias vezes mas sempre teve seu visto negado para competir os CrossFit Games. Agora ele finalmente conseguiu e não perdeu tempo e já se mudou para os EUA. Com a situação atual de Guerra e a dificuldade que ele pode ter para entrar no país novamente (a semifinal dele seria disputada na Ásia), foi perguntado se a CF já sabia o que fazer. A resposta, dada por Justin Bergh, foi que eles estão em contato com Roman e que só vão analisar a situação após as quartas-de-final.

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